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Poder de compra apoia desenvolvimento da China em 2017

Os gastos do consumidor continuarão crescendo a um passo saudável em 2017 à medida que o país anda rapidamente em direção a uma economia impulsionada pelo consumo, disseram analistas.

Observadores de mercado estimaram que o consumo do país cresça a uma taxa anual de 10% em 2016 e 2017, um importante motor de crescimento geral que influencia o investimento e as exportações.

O consumo desempenhou um papel cada dia mais importante na estabilização da segunda maior economia do mundo, com sua contribuição ao aumento do crescimento do PIB de 50,2% em 2014 a 71% nos primeiros três trimestres de 2016.

Li Yang, especialista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, espera que as vendas no varejo na China aumentem em 10% até atingir 33,1 trilhões de yuans em 2016. O consumo contribuirá com 73% do crescimento do PIB, o mais alto nível desde 2001.

Os dados de consumo no quarto trimestre de 2016 serão divulgados nesta sexta-feira.

A China iniciou um reequilíbrio histórico de exportações e investimento para o consumo a fim de impulsionar a potencial da economia em meio as condições mundiais voláteis.

O rápido crescimento da classe média na China se tornou um importante motor de crescimento de consumo uma vez que eles buscam marcas mais caras e gastam mais em produtos e serviços de alta qualidade.

Segundo uma pesquisa da Economist Intelligence Unit, a proporção da população de renda média-alta e alta na China expandirá entre 10% a 35% até 2030.

Gao Yuwei, analista do departamento de pesquisa do Banco da China, estimou que as vendas no varejo crescerão ao redor de 10,2% em 2017, com os gastos em serviços de saúde, telecomunicações e produtos de alto nível aumentando rapidamente.

Para incentivar os gastos potenciais de famílias ricas, as autoridades chinesas estão considerando reduzir tarifas de produtos importados, que tipicamente atendem às demandas da classe média-alta.

No passado, consumidores chineses buscaram comprar marcas de luxo no exterior para evitar altas tarifas de alfândega, que normalmente correspondem por pelo menos 15% do preço.

O Ministério do Comércio está criando uma política para reduzir mais tarifas de importação para os produtos de consumo de alto nível, expandir categorias de produtos duty-free, e abrir mais centros comerciais livres de impostos para guiar o consumo de volta para a China.

Com o consumo tornando um importante motor de crescimento, os especialistas advertiram que o crescimento desacelerado da renda pessoal possa conter o poder de compra.

A economia da China cresceu 6,7% nos primeiros três trimestres de 2016. Os analistas previram que o crescimento anual da China em 2016 permanece em 6,7%, significativamente mais rápido que a taxa de crescimento de outras grandes economias do mundo.